sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Concurso Poesia Popular - Os vencedores

Decorreu no passado dia 28 de Agosto, no Pátio Alentejano, a cerimónia de entrega de prémios aos vencedores do 1º Concurso de Poesia Popular do Alentejo, instituido pelo Centro Cultural de Terrugem.
Abaixo fotos dos autores e respectivos trabalhos.
Felícia Festas Hortinhas (A Beatriz)
1º Prémio (ex-aequo)
António José Barradas Barroso (O Tiago)

1º Prémio (ex-aequo)

Manuel António Barradas (O Raspa)

Menção Honrosa

António João Carronha Brinquete (Augusto dos Toicinhos)

Menção Honrosa
Domingos José Pinto (O Topeirista)

Menção Honrosa
NOTA:
Tendo presente o estipulado no regulamento deste Prémio, recordamos que as obras não distinguidas nesta edição, poderão ser levantadas no Centro Cultural da Terrugem (mediante comprovativo de identificação), até ao dia 30 de Outubro de 2009. Após o que se procederá à destruição daquelas que não forem levantadas (bem como do respectivo envelope fechado que contem a identificação do concorrente, com a ressalva de que este envelope nunca será aberto).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Entrega de prémios/concurso literário

1º PRÉMIO DE POESIA POPULAR DO ALENTEJO


Uma ideia tornada realidade, há quase um ano atrás, está prestes a concluir a sua derradeira etapa. A entrega dos prémios aos vencedores do 1º Concurso de Poesia Popular do Alentejo. Este evento terá lugar no próximo dia 28 de Agosto de 2009 em Terrugem – Elvas, pelas 21.30. Teremos nessa noite a oportunidade de reconhecer o valor e entrega dos concorrentes que disseram presente com os seus trabalhos, prestar justa homenagem aos vencedores, saudar o trabalho e o ponderado juízo dos membros do Júri,

Gostaríamos de agradecer, portanto, em primeiríssimo lugar, a todos os que concorreram à pioneira edição deste prémio. Eles são alguns dos muitos heróis que continuam a lutar por aquilo em que acreditam, a poesia popular e neste caso a poesia popular do Alentejo. Chegaram até nós cerca de 80 obras de poesia. Sentimo-nos assim honrados, não apenas pela extraordinária adesão a este Prémio de poesia, mas também pela qualidade das obras concorrentes, a várias das quais ficaria igualmente bem qualquer das distinções atribuídas.

Como ficara acordado no regulamento deste Prémio, não foram abertos os envelopes com a identificação dos autores das obras não distinguidas nesta edição. Manteve-se pois o anonimato destes autores, potenciando a que voltem a concorrer em futuras edições com outras ou até com as mesmas obras, já que, diga-se em abono da verdade, muitos foram os trabalhos que mesmo tendo grande qualidade, infelizmente, não puderam ser premiados.

Passamos então a divulgar a lista dos premiados no 1º Prémio de Poesia Popular do Alentejo organizado pelo Centro Cultural da Terrugem:

1º PRÉMIO EX-AEQUO

Felícia Festas Hortinhas / ÁGUA
(Évora)

António José Barradas Barroso / CEIFEIRA
(Parede / Vila Viçosa)

MENÇÕES HONROSAS:
António João Carronha Brinquete / ALI PRÓS LADOS DO BECO
(Terrugem)

Domingos José Pinto / PASSO O TEMPO COM A ENXADA NA MÃO
(Juromenha)

Manuel António Barradas / AOS MEUS 75 ANOS
(Vaiamonte)

Obrigado a todos os que concorreram, apreciaram, organizaram, apoiaram, enfim a todos os que ajudaram a cumprir este Prémio que, mais do que uma janela de poesia, pretendeu assumir-se como um farol de apoio à nossa cultura, à cultura popular do Alentejo.

BEM HAJAM

Centro Cultural da Terrugem, Agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Prémio Literário

É no próximo dia 28 de Agosto às 21h 30m no Pátio Alentejano em Terrugem que serão entregues os prémios do 1º Concurso de Poesia Popular, instituido pelo Centro Cultural de Terrugem.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Festas de Stº António 2009

Irão decorrer durante os dias 07, 08, 09 e 10 de Agosto, as tradicionais festas de verão, em honra de Santo António padroeiro de Terrugem.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Comemorações do dia mundial do ambiente

Dia Mundial do Ambiente (II)

Dando continuidade às comemorações do Dia Mundial do Ambiente, decorreu na noite de 06 de Junho, no Pavilhão Multiusos, um desfile de trajes, bem como uma exposição de peças feitas com materiais reciclados.
Estas actividades organizadas pela Junta de Freguesia com o apoio do Centro Cultural e da Valnor, contaram na elaboração e mostra dos trabalhos com a participação da ABAT, Jardim de Infância de Terrugem, Agrupamento 1307 de Escuteiros de Terrugem e Agrupamento de Escolas de Vila Boim.

algumas fotos:


























Dia Mundial do Ambiente (I)
Integrada nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente, decorreu na tarde do passado dia 31 de Maio, no Parque de Merendas, uma Exposição de Espantalhos. Foi uma tarde de muita animação para a criançada onde não faltaram os palhaços, os insufláveis, as pipocas, etc.

algumas fotos:














segunda-feira, 8 de junho de 2009

XIII Feira do Cantinho (ABAT)

Na próxima sexta-feira dia 12, pelas 21h30m, realiza-se no Pátio Alentejano a XIII Feira do Cantinho da ABAT, que integra o lançamento do 3º CD do Grupo Voz Amiga.
programa:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Azulejaria

Na tarde do passado sábado, dia 16, decorreu neste centro
cultural um workshop de ajulejaria denominado “O Azulejo em
Portugal, Breve História, Principais Caracteristicas e Aplicações”, orientado pelo terrugense Francisco Abrantes, Técnico de Cerâmica
e Alulejaria no atelier Ramo d’Oliveira em Castelo de Vide.
Este evento contou com cerca de dezena e meia de participantes
que, depois de assistirem a um breve historial sobre esta arte, suas técnicas e materiais, tiveram a oportunidade de elaborar alguns trabalhos.


Algumas fotos:




















































sexta-feira, 8 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lançamento do Livro Ronda Filipina do Terrugense César Magarreiro.


Capa do Livro

O livro foi Lançado no evento Literatura em Viagem 2009 (Matosinhos) , onde participaram cerca de 40 escritores de diversos paises.

Seguiram-se duas apresentações .
Uma no dia 25 de Abril na Fragata D. Fernando e Gloria em Lisbos (Cacilhas-Almada) e outra no dia 26 de Abril na ria de Aveiro.

Ronda filipina, convida o leitor a viajar para um tempo quase secreto onde se sobrepõem o imaginário e a memoria. Uma narrativa histórica, que o vai situar no século XVII, durante o período da dominação filipina. Altura em que os corsários do Norte de África efectuavam incursões e saques por território europeu. Numa narração ágil e envolvente, o autor cria um universo rico e multifacetado onde as relações entre os indivíduos, bem como a relatividade das ideias sobre o outro, são causa de reflexão. Envolto numa prosa que seduz o enredo assenta num facto verídico ocorrido em 1617, ano em que uma frota composta por oito embarcações de corsários argelinos saqueou a ilha do Porto Santo (Madeira), levando consigo, cativos, para o Norte de África, 900 dos seus cerca de 1000 habitantes. Regra geral, além da pilhagem, a intenção destes corsários não era a de simplesmente escravizar esta gente, mas sim a de pedir por ela avultados resgates aos ocupantes do Reino Português, ao tempo Filipe II de Portugal, Filipe III de Espanha. Paginas lidas com interesse e proveito, um encontro de culturas, ideias, ideais, esforços. Uma aventura vivida num mundo composto por duras realidades, um tempo dominado por crenças, corsários, caravelas, xavecos, desertos, mares, diferentes povos, diferentes religiões, mas os mesmos sonhos e desejos a cumprir.
Temas actuais, portanto. Pirataria e dialogo-inter-religioso.

Um pequeno excerto da obra:

“- Esse não inútil, o de vante – criticou mais uma vez, o outro.

- Qual? Aquele que está mais folgado? – perguntou o jovem, indicando com a cabeça uma corda que se apresentava mais solta que as outras.

- Maldito sejas miserável, mantém-te atento – gritou de novo o velho, tentando disfarçar o afecto que tinha por este seu discípulo.

Mamoun largou então o entrançado de fibras que puxava com ambas as mãos e correu para o outro lado do mastro. Aí, agarrou e esticou o outro cabo, enquanto olhava para a coluna de madeira procurando ver nela e na vela já inchada, os efeitos da sua actuação. Da observação e pensamento, o rapaz passara num ápice à acção. Antes de ser interrompido por Fadil, o velho marinheiro, Mamoun observava as ondas que a embarcação ia deixando na calma superfície deste mar interior. Olhava para a espuma a surgir, quase como por magia, num imenso tapete branco junto à proa do patacho, depois via-a percorrer o costado de vante para ré, para mais tarde se perder nas suaves ondulações deixadas pela longa esteira com que a embarcação ia marcando a superfície da água. Pequenas e íntimas ondas que só a ele pertenciam, já que apenas os seus olhos as viam no vigor do seu nascer, no branco do seu crescer, no seu enrolado viver e no seu suave morrer.

(…)

Os quatro dias seguintes foram de forte e escura tempestade. O vento, a chuva e as ondas do mar, fustigaram sem piedade as embarcações que, apesar da intempérie, não abrandaram nem na marcha nem no vigor das suas intenções.

Durante algum tempo, esta força de oito navios e muitos marinheiros, composta por patachos, xavecos e outros navios redondos de alto bordo, iria percorrer e varrer as águas onde, supostamente, nas suas linhas de aproximação, os navios que se dirigiam para o porto de Lisboa, haveriam de passar durante o seu ansiado regresso a casa. Sabiam que, por esta altura do ano, ainda não era tarde para encontrar no mar, as naus que só agora regressassem da Índia e cumprissem a volta do largo. O malogro viria a mostrar-lhes no entanto a sua negra face. Os oito navios de corsários argelinos, apesar de muito demandarem, nenhuma nau haveriam de encontrar.

Cruzariam as águas de Norte para Sul, de Este para Oeste, mas com nenhum vestígio de navio português haveriam de ter contacto. Nada veriam, nada aconteceria até que, numa alva manhã, o comandante da força, Tapuqua Arraz - profundo conhecedor das ondas, dos ventos e das marés - quebrando o tédio e a rotina desses dias, ordenou que todos os seus navios rumassem para Sudoeste.”


Lançamento em Cacilhas a bordo da fragata D.Fernando e Glória

Lançamento na Ria de Aveiro