sexta-feira, 8 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Lançamento do Livro Ronda Filipina do Terrugense César Magarreiro.
Capa do Livro
O livro foi Lançado no evento Literatura em Viagem 2009 (Matosinhos) , onde participaram cerca de 40 escritores de diversos paises.
Seguiram-se duas apresentações .
Uma no dia 25 de Abril na Fragata D. Fernando e Gloria em Lisbos (Cacilhas-Almada) e outra no dia 26 de Abril na ria de Aveiro.
Ronda filipina, convida o leitor a viajar para um tempo quase secreto onde se sobrepõem o imaginário e a memoria. Uma narrativa histórica, que o vai situar no século XVII, durante o período da dominação filipina. Altura em que os corsários do Norte de África efectuavam incursões e saques por território europeu. Numa narração ágil e envolvente, o autor cria um universo rico e multifacetado onde as relações entre os indivíduos, bem como a relatividade das ideias sobre o outro, são causa de reflexão. Envolto numa prosa que seduz o enredo assenta num facto verídico ocorrido em 1617, ano em que uma frota composta por oito embarcações de corsários argelinos saqueou a ilha do Porto Santo (Madeira), levando consigo, cativos, para o Norte de África, 900 dos seus cerca de 1000 habitantes. Regra geral, além da pilhagem, a intenção destes corsários não era a de simplesmente escravizar esta gente, mas sim a de pedir por ela avultados resgates aos ocupantes do Reino Português, ao tempo Filipe II de Portugal, Filipe III de Espanha. Paginas lidas com interesse e proveito, um encontro de culturas, ideias, ideais, esforços. Uma aventura vivida num mundo composto por duras realidades, um tempo dominado por crenças, corsários, caravelas, xavecos, desertos, mares, diferentes povos, diferentes religiões, mas os mesmos sonhos e desejos a cumprir.
Temas actuais, portanto. Pirataria e dialogo-inter-religioso.
Um pequeno excerto da obra:
“- Esse não inútil, o de vante – criticou mais uma vez, o outro.
- Qual? Aquele que está mais folgado? – perguntou o jovem, indicando com a cabeça uma corda que se apresentava mais solta que as outras.
- Maldito sejas miserável, mantém-te atento – gritou de novo o velho, tentando disfarçar o afecto que tinha por este seu discípulo.
Mamoun largou então o entrançado de fibras que puxava com ambas as mãos e correu para o outro lado do mastro. Aí, agarrou e esticou o outro cabo, enquanto olhava para a coluna de madeira procurando ver nela e na vela já inchada, os efeitos da sua actuação. Da observação e pensamento, o rapaz passara num ápice à acção. Antes de ser interrompido por Fadil, o velho marinheiro, Mamoun observava as ondas que a embarcação ia deixando na calma superfície deste mar interior. Olhava para a espuma a surgir, quase como por magia, num imenso tapete branco junto à proa do patacho, depois via-a percorrer o costado de vante para ré, para mais tarde se perder nas suaves ondulações deixadas pela longa esteira com que a embarcação ia marcando a superfície da água. Pequenas e íntimas ondas que só a ele pertenciam, já que apenas os seus olhos as viam no vigor do seu nascer, no branco do seu crescer, no seu enrolado viver e no seu suave morrer.
(…)
Os quatro dias seguintes foram de forte e escura tempestade. O vento, a chuva e as ondas do mar, fustigaram sem piedade as embarcações que, apesar da intempérie, não abrandaram nem na marcha nem no vigor das suas intenções.
Durante algum tempo, esta força de oito navios e muitos marinheiros, composta por patachos, xavecos e outros navios redondos de alto bordo, iria percorrer e varrer as águas onde, supostamente, nas suas linhas de aproximação, os navios que se dirigiam para o porto de Lisboa, haveriam de passar durante o seu ansiado regresso a casa. Sabiam que, por esta altura do ano, ainda não era tarde para encontrar no mar, as naus que só agora regressassem da Índia e cumprissem a volta do largo. O malogro viria a mostrar-lhes no entanto a sua negra face. Os oito navios de corsários argelinos, apesar de muito demandarem, nenhuma nau haveriam de encontrar.
Cruzariam as águas de Norte para Sul, de Este para Oeste, mas com nenhum vestígio de navio português haveriam de ter contacto. Nada veriam, nada aconteceria até que, numa alva manhã, o comandante da força, Tapuqua Arraz - profundo conhecedor das ondas, dos ventos e das marés - quebrando o tédio e a rotina desses dias, ordenou que todos os seus navios rumassem para Sudoeste.”

Lançamento em Cacilhas a bordo da fragata D.Fernando e Glória
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Música no CCT
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Mãos
Era Verão. Levantei-me cedo, como o habitual, e saí de casa. Optei pelas escadas pois não estava com a disposição necessária para esperar pelo elevador. Tirei as chaves do carro, meti na ignição e mecanicamente guiei até ao Alentejo. O volante estava fascinadamente a aquecer, e eu já sentia o inebriante calor na estrada. O ar sufocava as paisagens e acalentava incessantemente a minha vontade maior. Não se explica o apelo sentido das raízes a chamarem por nós. Também não se explica o vazio de gente e a aridez grotesca da planície, as mãos suadas do trabalho e as rugas de uma vida no rosto dos homens. Mãos que outrora cumprimentaram gente, e que agora se resignam cruzadas ao passar do tempo.
Vejo, assim, cinematograficamente as mãos dos meus antepassados e consigo adivinhar o que faziam cada uma delas.
De tudo o que resta, são essas mãos que recordarei das viagens ao Alentejo, são essas mãos que me vão ficar na alma, no coração. E são essas mãos que eu vejo hoje em mim, aqui sentada nesta cadeira de baloiço, junto à janela que dá para a rua e que, curiosamente estão cruzadas...
Helena Monteiro
Vejo, assim, cinematograficamente as mãos dos meus antepassados e consigo adivinhar o que faziam cada uma delas.
De tudo o que resta, são essas mãos que recordarei das viagens ao Alentejo, são essas mãos que me vão ficar na alma, no coração. E são essas mãos que eu vejo hoje em mim, aqui sentada nesta cadeira de baloiço, junto à janela que dá para a rua e que, curiosamente estão cruzadas...
Helena Monteiro
terça-feira, 3 de março de 2009
Na tarde do passado domingo dia 01 decorreu, no salão do CCT, a cerimónia de entrega de prémios do Concurso de Fotografia Taurina realizado pela Associação de Beneficência Amigos de Terrugem.
De seguida, realizou-se uma conferência de imprensa para apresentação oficial do cartel do Festival Taurino a realizar na praça de touros de Terrugem no próximo dia 11 de Abril (sábado de Páscoa) durante o qual será homenageado o aficcionado e presidente honorário da Abat, Dr Francisco Botelho Neves e cuja receita reverterá a favor da instituição.
Fotos vencedoras do concurso:

De seguida, realizou-se uma conferência de imprensa para apresentação oficial do cartel do Festival Taurino a realizar na praça de touros de Terrugem no próximo dia 11 de Abril (sábado de Páscoa) durante o qual será homenageado o aficcionado e presidente honorário da Abat, Dr Francisco Botelho Neves e cuja receita reverterá a favor da instituição.
Fotos vencedoras do concurso:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Exposição de Bonecas Antigas
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Mostra de fotografias antigas
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Prémio Terrugem 2009
Dando cumprimento ao seu programa de actividades, decorreu ontem à tarde mais um evento neste centro cultural, onde foi feito o lançamento do 2º livro de José Duarte -Tarde vão as Nuvens -; entrega do Prémio Terrugem, atribuído à Associação de Beneficência Amigos de Terrugem, ao escritor local César Magarreiro e ao presidente do municipio de Elvas, José António Rondão Almeida; lançamento de um Concurso Literário sobre poesia alentejana e um pequeno espaço musical a cargo dos jovens locais Ana Magarreiro, Julia Brinquete (vozes) e Rui Magarreiro (piano).
Aqui ficam algumas fotos do evento:
Aqui ficam algumas fotos do evento:
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Reunião de autarcas no CCT
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Janeiras na Terrugem
Como vem sendo tradição, de há alguns anos a esta parte, o grupo de música tradicional "Voz Amiga" cantou as Janeiras na Terrugem. Desta vez acompanhado pela Tuninfa (Tuna Feminina do Instituto Politécnico de Portalegre). Sempre acompanhados pela população, visitaram Instituições, bares e restaurantes da freguesia que contribuiram com o tradicional vinho do porto e bolo-rei.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Roncas (Tradição natalícia)
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
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